Sem o blindado eu teria morrido

Depoimento

Na última quarta-feira, o empresário Sérgio Machado saiu do escritório e foi tomar um chope com os amigos num bar da Zona Sul de São Paulo. Pouco antes da meia-noite, foi atacado por bandidos que atiraram contra ele. Como estava dentro de um blindado, salvou-se. Eis seu relato:

“Quando saía do bar, percebi que dois homens estranhos vinham em minha direção. Olhei melhor e vi que cada um tinha uma arma. Corri para o carro, desesperado, e tranquei a porta. Por uma fração de segundo eles não me alcançaram. Um deles posicionou-se ao meu lado esquerdo, o outro, junto à janela direita do veículo. Quando disseram que era um assalto, bati no vidro e avisei que o veículo era blindado. Um deles aparentemente desistiu, pôs a arma na cintura e eu achei que estava livre. Quando acelerei o carro, começaram os disparos. Ainda abaixei a cabeça por instinto e pisei fundo no acelerador. Foi quando percebi que havia um Tempra com outros dois assaltantes tentando bloquear minha passagem. Desviei do jeito que deu. O automóvel subiu na calçada do outro lado da rua, bateu no muro e um pneu furou. Na fuga, atropelei um dos assaltantes. Dei marcha à ré e saí dali o mais rápido possível. Estava apavorado. Quando cheguei em casa, um amigo que estava no bar ligou e falou que um dos assaltantes estava preso e seria solto se eu não fosse prestar depoimento. Fui à delegacia dar queixa ainda na mesma noite. Acho que cumpri a minha parte como cidadão.

Essa foi a primeira vez na vida em que fui vítima da criminalidade. Não havia sido assaltado antes. Posso assegurar a quem ainda não passou por isso que, quando os bandidos disparam — e o objetivo deles é matar —, a sensação é a pior possível. Percebemos como somos vulneráveis e estamos abandonados. Havia blindado meu carro porque ele é importado e porque costumo chegar em casa tarde da noite. Sou casado e tenho três filhos pequenos. Depois desse episódio, mandei meu carro para o conserto. A parte estragada vai ser refeita e não me arrependo de todo o dinheiro que gastei. Em vez de despesa, foi um investimento. A blindagem salvou minha vida.”

Fonte: Revista VEJA

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