Insegurança e medo atormenta moradores

Os moradores do bairro Jardim Cuiabá estão chocados com a violência na região. Na tarde de anteontem um empresário de 51 anos foi assassinado durante um assalto ao pet shop da família. O local havia sido inaugurado há um mês. Dois criminosos foram presos pela polícia.

De acordo com um dos moradores, que pediu para não ter o nome revelado, a sensação de insegurança e o medo que novos assaltos voltem acontecer é geral. “Moro na quadra vizinha ao pet shop e de casa ouvi os disparos”, lembra. “Como não ficar assustado?”, pergunta. Ele vive há 30 anos na mesma rua e conta que o bairro já foi tranquilo, lembra que os vizinhos se encontravam na porta de casa, se reuniam na calçada para conversar.

“Há uns 15 anos havia policias na praça Monteiro Lobato que faziam rondas no bairro, hoje, não tem mais isso”, comenta o morador ao destacar a mudança. “Para chegar em casa, damos voltas na quadra para observar se não tem ninguém na espreita”, revela seu método de prevenção à violência, iniciado após ser vítima de um assalto a mão armada.

“Estava esperando o portão eletrônico abrir quando fui abordado por um sujeito armado”, lembra. “Na minha rua dá para contar nos dedos quem não foi assaltado ou teve a casa roubada”, afirma. “Não temos sossego durante a noite, se o cachorro late, já ficamos imaginando que alguém está tentando entrar em casa”, exemplifica. “Uma vez, pensei em procurar a Polícia Federal para fazer a compra e o registro de arma, mas acho que isso não resolveria o problema, além de trazer mais riscos”, diz.

“Ali já foi um espetinho, um outro dono tentou abrir um pet shop, mas o negócio nunca via para frente. Sempre ocorrem roubos e os donos são obrigados a vender e se mudar”, revela outro morador, que teme pela sua segurança e, por isso não quer ser identificado. Ele vive há 20 anos no mesmo local e já viu vários comércios abrirem e fecharem no prédio por causa do mesmo problema. Ele mesmo já pensou em trocar de residência, mas conversou com a família e considerou que a violência esta por toda a cidade. “A mudança não é a solução, investimos nas nossas casas com sacrifício, trabalhamos para ter um bem, são os nossos lares. Temos que ter a segurança garantida pelo Estado, nossa parte a gente faz. Podem olhar nas casas, todas têm cerca elétrica, portão eletrônico, monitoramento, até um vigilante contratamos para inibir a ação dos marginais”, cita.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar para tratar do assunto. A assessoria de imprensa solicitou que fosse enviado um e-mail com os questionamentos. Porém, até o fechamento desta edição não havia respostas da corporação.

Fonte: Diário de Cuiabá

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