Condomínios mais Seguros

Formulado por um grupo de trabalho composto por policiais civis e militares, o Programa de Prevenção e Repressão de Roubos a Condomínios define responsabilidades na prevenção criminal, na investigação e na catalogação e estudo de crimes em condomínios
Raras e eventuais, as ocorrências de roubos em condomínios aumentaram em 2009. Como resposta, a Secretaria da Segurança Pública adotou um Programa de Prevenção e Repressão de Roubos a Condomínios, formulado por um Grupo de Trabalho (GT Condomínios) composto por policiais civis e militares.
Durante as reuniões. O GT Condomínios recebeu e consolidou propostas da maior entidade do setor, o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi). O programa aprovado define responsabilidades na prevenção criminal, na investigação e na catalogação e estudo dos crimes cometidos contra condomínios.
Com a criação do programa, todas as ocorrências em condomínios da Capital são repassadas à Divisão de Investigações sobre Crimes Contra o Patrimônio, do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), mesmo que o roubo tenha sido cometido em um único imóvel. A Divisão é responsável por todos os atos de polícia judiciária sobre o caso, inclusive em situações de flagrante.
Os casos em que a vítima for abordada do lado externo do conjunto, com o objetivo de facilitar a entrada do assaltante no condomínio, também devem ser repassados à divisão, além das denúncias anônimas feitas no Disque-Denúncia, pelo serviço telefônico 181.

Com a medida, a 4ª Delegacia de Repressão a Furtos Qualificados passou a centralizar todos os flagrantes de roubos com prisões em conjuntos residenciais e demais investigações. Nas ocorrências sem prisões em flagrante, a delegacia responsável pelo registro, geralmente a mais próxima do local do crime, repassa as informações à unidade especializada do Deic, que realiza investigações concomitantes às da polícia territorial.

Além de passarem pela Divisão de Investigações sobre Crimes Contra o Patrimônio e pela polícia territorial, a comunicação das ocorrências de crimes em conjuntos residenciais também é enviada à Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP), da Secretaria da Segurança Pública, que alimenta um banco de dados com as informações das ocorrências.

Interior e Grande São Paulo

Casos registrados na região circunscrita pelo Departamento de Polícia Judiciária da Grande São Paulo (Demacro) são tratados pelas Delegacias Seccionais subordinadas a esse departamento. Os crimes cometidos nas áreas das Delegacias Seccionais do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinters) são investigados pelas Delegacias de Investigações Gerais (DIGs) e, nos demais municípios, pelas respectivas delegacias de polícia.

Patrulhamento preventivo

Dados da Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) mostram pontos críticos que delimitam áreas onde os homens da Civil e PM devem intensificar o patrulhamento. Com o mapeamento, viaturas policiais fazem rondas com informações sobre o roubo, a descrição dos autores, os objetos subtraídos e eventuais veículos usados, além de outras informações que ajudam na detenção dos suspeitos.

Curso para combater crimes em condomínios

A Academia de Polícia Civil “Dr. Coriolano Nogueira Cobra” (Acadepol), com o apoio da Divisão de Investigações sobre Crimes Contra o Patrimônio, promove curso aos policiais do Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro) e dos Departamentos de Polícia Judiciária do Interior (Deinters), para o treinamento especializado no combate aos crimes em condomínios. No treinamento, são enfatizados pontos como o modo de ação dos criminosos, a coleta de indícios, providências para o registro do boletim de ocorrência, procedimentos especiais de investigação e mapeamento dos delitos vinculados, além da metodologia no trabalho investigativo de roubo a condomínios.

Fonte: Portal da Blindagem

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