Ataca treze blindados e dispara para matar

Fez 13 assaltos a carrinhas de valores, sempre na Grande Lisboa, e disparou quando os vigilantes resistiram. Em Junho de 2010, acertou no tórax do segurança que lhe arrancou o capacete da cabeça e o identificou (ver caixa). Foi apanhado e está preso.
A investigação, da Unidade Nacional de Contra-Terrorismo da PJ, sob coordenação da Unidade Especial de Combate ao Crime Violento do DIAP de Lisboa, levou à detenção de Moreno na última semana – com prova reunida para 13 roubos qualificados (três na forma tentada, nas poucas vezes em que não conseguiu ficar com o dinheiro) e homicídio tentado.
A saga começa em 16 de Junho de 2009 e prolonga-se até 4 de Dezembro de 2010. O assaltante já sabia as horas em que as carrinhas blindadas da Esegur e Prosegur chegavam aos estabelecimentos para recolher dinheiro ou carregar as máquinas ATM – e avançava com ameaças de revólver para os vigilantes.
“EXTREMO ESTOICISMO DE UM PROFISSIONAL DE SEGURANÇA”
Dois seguranças da Esegur iam carregar um ATM em Algés, às 12h00 de 22 de Junho de 2010, quando foram surpreendidos por João Moreno, revólver em punho. Falhou um tiro numa perna de um vigilante, roubando-lhe um saco com 51 mil euros – mas a vítima não desistiu. Correu atrás de Moreno, encurralando-o junto à moto que já o esperava, e o ladrão atirou para matar o segurança, atingido no tórax. Antes de cair, a vítima tirou o capacete a Moreno e viu-lhe o rosto – essencial para a investigação. “O extremo estoicismo do profissional de segurança privada, que, já ferido, lhe conseguiu arrancar o capacete da cabeça, logrando assim ver-lhe o rosto”, foi realçado por Carlos Alexandre, o superjuiz que aplicou a prisão preventiva ao assaltante.

Fonte: Cm Jornal

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