Três assaltos violentos no fim de semana registrados em São Paulo

Em um deles, fizeram cortes com estilete na mão da vítima. No outro, deram facadas em um homem que havia sido sequestrado. No mais chocante, mataram um rapaz de 21 anos por causa de um par de tênis. A crueldade assusta e causa indignação.
O casal que foi reconhecer o corpo do filho de 21 anos no Instituto Médico Legal não tem palavras para explicar o que aconteceu. Felipe Mateus de Barros estava em frente à casa da namorada, quando dois bandidos chegaram de moto e pediram o tênis dele. Felipe se assustou, correu e levou um tiro nas costas. Chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Este não foi o único caso do domingo. Os moradores de uma casa em São Paulo viveram momentos de terror ontem à tarde. Dois assaltantes invadiram o local e renderam as cinco pessoas que estavam no local. Quatro têm mais de 70 anos. Os bandidos amarraram as vítimas e usaram um estilete para fazer cortes nas mãos de uma delas.
O outro caso começou na capital e terminou no interior. Um contador de 33 anos foi sequestrado na região central de São Paulo quando ia buscar a mulher. Três homens armados com uma faca assumiram o volante do carro. Os ladrões queriam que ele sacasse dinheiro no interior.
No trajeto, os bandidos iam dando facadas nele para intimidá-lo. A tortura só parou porque o ladrão que dirigia o carro perdeu o controle do veículo e capotou. Os bandidos foram presos e o contador foi levado para o hospital de São Roque. Os ferimentos não são graves e ele teve alta nesta segunda-feira (1).
Para o psiquiatra que estuda a violência com essa crueldade estão ficando cada vez mais comuns, e um dos motivos seria o envolvimento dos bandidos com drogas. “O outro não representa nada, ele não é nada além de um objeto de satisfação, de um prazer sádico. Há um sadismo muito grande e que provavelmente pode ser liberado por conta do uso de drogas. Uma pessoa drogada, com estas drogas pesadas ou com o uso contínuo de drogas, ela muitas vezes sequer tem noção do grau de agressividade – que todos nós temos dentro de nós – mas que é liberado em uma situação de conflito, de confronto com outra pessoa”, avalia Eduardo Ferreira-Santos, psiquiatra.

Fonte: Jornal Hoje

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