Suposta participação de funcionários em roubo a blindado, está sendo investigada

A polícia investiga a possibilidade de participação de funcionários ou ex-funcionários no roubo de um carro-forte de uma empresa de segurança na Água Branca, Zona Oeste de São Paulo. O crime aconteceu na noite de domingo (16). Um supervisor de segurança da empresa foi rendido pelos assaltantes e obrigado a entrar com eles no imóvel.
A suspeita ocorre porque a quadrilha teve uma ação muito rápida e precisa. O funcionário foi rendido por três homens, próximo a sua casa, quando seguia para o trabalho. Eles colocaram um suposto artefato na cintura dele e ameaçaram explodir caso ele não permitisse a entrada do grupo. Os criminosos também disseram ao supervisor que integrantes da família dele estavam sob poder da quadrilha. A família da vítima, porém, não chegou a ser abordada por eles.

O funcionário foi seguido até entrar na empresa. Pouco depois, o supervisor autorizou a entrada do grupo, que usava uniformes da empresa. Outros funcionários foram rendidos.
Para deixar a empresa, os ladrões colocaram o dinheiro dentro do carro-forte. O supervisor de segurança, que levou coronhadas na cabeça e um chute na perna, foi obrigado a seguir com os criminosos dentro do veículo. Depois de transferir o dinheiro para outros carros, o grupo abandonou o carro-forte e o supervisor.
Nem a polícia nem a empresa falam sobre a quantia levada pelos criminosos – entretanto, segundo as primeiras informações, foram levados cerca de R$ 10 milhões.
De acordo com a PM, o vigia de uma empresa próxima diz ter visto uma movimentação de veículos logo após a saída do carro-forte do local. O sistema de segurança da empresa também não poderá ser utilizado – o funcionário foi obrigado a desligar as câmeras e apagar as imagens já registradas.
Ninguém foi preso. O suposto artefato colocado na cintura do funcionário não continha explosivos. Dois carros foram encontrados e periciados.
Em nota, o Grupo Protege diz que “a empresa está auxiliando a polícia na apuração dos fatos e está prestando toda a assistência aos referidos funcionários e seus familiares”. “Por questões de segurança e para não atrapalhar as investigações da policia, a Protege não divulgará outras informações sobre o roubo”, afirma a nota.

Fonte: Globo – G1

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