Blindagem Residencial – Prédios se blindam contra arrastão

SÃO PAULO – Moradores de edifícios residenciais que foram alvo de arrastões em janeiro, na capital e na Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, renderam-se a uma ferramenta que a cada ano conquista mais adeptos: a blindagem residencial. Somente em 2008, o mercado cresceu 25% em São Paulo, conforme Emerson Mendonça dos Santos, presidente da Câmara de Blindagem Arquitetônica da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin).

– O aumento da blindagem no Brasil é uma fotografia da violência. Hoje, moradores de prédios estão blindando portas, guaritas, vidros com medo dos ladrões. Com R$ 3 mil você consegue comprar uma porta blindada que impede também qualquer roubo – diz Santos.

O arrastão na Praia Grande, no Réveillon, provocou destruição no Condomínio Pegasus, localizado em frente à praia, no bairro Vila Guilhermina.

– Os vândalos quebraram todos os vidros, arrebentaram a portaria. Já queríamos blindar a guarita e as portas internas, acabamos acelerando o processo com o assalto – diz o síndico Dércio Costa.

– Os moradores estão contentes, sentem-se seguros. Todos os 78 apartamentos agora têm porta blindada. E o segurança, na guarita, não tem mais medo. Ele sabe que podem atirar contra ele que a bala não passa. Se os maloqueiros tentarem invadir, aqui eles não entram – afirma Costa.

Na capital, segundo Anderson Lisboa, diretor da EMTEC Blindagem, moradores de edifícios localizados em bairros do centro e zona oeste, como Jardins, Itaim Bibi, Morumbi, Pinheiros e Butantã, procuraram a empresa após o arrastão registrado há duas semanas, em dois condomínios, para também implantarem o sistema.

A procura na EMTEC cresceu mais de 30% em 2008, inclusive por parte de órgãos públicos e donos de empresas, que constroem células de segurança ou bunkers para armazenagem de dados confidenciais.

– Meu prédio já foi invadido duas vezes por assaltantes, que fizeram a ‘limpa’ em vários apartamentos. Só não entraram no meu porque a porta é blindada. Não vou colocar em risco meus dois filhos, de 1 e 8 anos – afirma um advogado de 38 anos, que pediu para não ser identificado e que blindou a porta de seu imóvel há cerca de três meses.

Fonte: O Globo

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